USP compartilha experiências em Goiás

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USP compartilha experiências
com agentes de inovação de Goiás
Vanderlei Salvador Bagnato Foto Jayr Inácio (82)

Vanderlei Salvador Bagnato, coordenador da Agência USP de Inovação.Foto: Jayr Inácio

Mais de 120 pessoas, entre estudantes, professores, empresários, participaram nesta quarta-feira, dia 16, das palestras oferecidas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento (SED) em parceria com a Agência USP de Inovação. O secretário Francisco Pontes, titular da SED, fez a abertura do evento que foi realizado no auditório do nono andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.

“A competitividade de nossos produtos e o consequente desenvolvimento socioeconômico do nosso Estado, sem dúvida, passa pela nossa capacidade de desenvolvermos um ambiente propício à inovação tecnológica. Hoje, estamos aqui para darmos alguns passos neste sentido”, frisou, em entrevista, o secretário da SED, Francisco Pontes.

O evento faz parte de convênio firmado entre a USP e o Estado de Goiás, dentro do Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador (GMCI), que, neste âmbito, tem como objetivo principal promover a cultura do empreendedorismo inovador a fim de fortalecer o ecossistema de inovação goiano.
Para o superintendente de Ciência e Tecnologia da SED, Mauro Faiad, o Estado deve e tem buscado estimular e induzir os métodos de inovação tecnológica “Nós estamos trabalhando firmemente para aumentar o processo inovativo. Se o Estado não estiver com a mão firme a inovação não se consolida. O risco tecnológico é muito grande. Se o Estado não estiver presente nesse processo, as ações e inovações disponíveis não chegam ao setor produtivo. Essa ligação do conhecimento, das novas tecnologias deve ser feita por meio deste ambiente de inovação que estamos criando” concluiu.

Ambiente inovador
“Estamos aqui para aprender com Goiás. Somos todos infantes, crianças no ambiente de inovação”, falou o coordenador da Agência USP de Inovação, Vanderlei Salvador Bagnato, antes de ministrar a sua palestra. Em sua fala, ele ressaltou ainda que percebeu o interesse de Goiás em impulsionar as pessoas para a inovação. “O que mais me atraiu em Goiás foi a possibilidade de fazer algo que vai ter uma variante de escala, ou seja, vai envolver vários setores e pessoas”, elogiou.

Em sua palestra sobre “Inovação no ambiente acadêmico: obrigação ou opção?”, Bagnato apresentou a escala “decimal” da inovação, em que, para se chegar a um produto final inovador, antes é necessário o desenvolvimento de 1 milhão de ideias. Segundo ele, apesar das instituições de pesquisa serem classificadas pelo número de patentes, o mais importante é o produto, ou seja, aquilo que realmente é inovador e viável em vários aspectos, como de sustentabilidade, de execução, de necessidade e de uso.

O palestrante ressaltou a importância da tecnologia e inovação na produção agropecuária do País. “O Brasil não produziria tanto e com qualidade se não fosse as novas tecnologias que foram desenvolvidas e aplicadas no setor”. Para ele, hoje não é mais uma opção para as instituições de ensino e pesquisa entrarem no ambiente de inovação, “é uma obrigação”.

Estímulo da inovação
A segunda palestra foi com a diretora técnica de Propriedade Intelectual da Agência USP, Maria Aparecida de Souza, falou sobre “Propriedade intelectual: como e para quê?”, momento em que abordou a importância do registro de patente no estímulo à pesquisa e no desenvolvimento de novas técnicas, além de permitir o retorno financeiro da aplicação feita na pesquisa, contribuir para que a sociedade tenha acesso aos resultados de pesquisa e à valorização da atividade científica.

A palestrante, ressaltou ainda que a capacidade de assegurar os direitos aos detentores da propriedade intelectual no Brasil é um dos requisitos para obter a confiança de investidores estrangeiros. “O estímulo e incentivo à utilização e adequação do sistema de Propriedade Intelectual no Brasil é uma necessidade constante”.

Organizado pela chefe de Gestão de Capacitação e Formação Tecnológica da SED, Soraia Paranhos, o evento contou também com as presenças do reitor da UFG, Orlando Afonso Valle, do próximo reitor da UFG a partir de 2018, Edward Madureira, do representante do IF Goiano, Claudecir Gonçalves, do pró-reitor de Pesquisa da UEG, Ivano D’Avila, do coordenador da Agência de Inovação e Transferência da Tecnologia da UEG, Eduardo Braz, do coordenador da Agência de Inovação da PUC Goiás, Antônio Bandeira, coordenador da Incubadora de Empresas da PUC Goiás, Cárbio Vaquedi, do representante da Comissão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Goiás, Renato Machado.

Comunicação Setorial – SED

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