Produtores goianos pedem socorro na Enel

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Dezenas de produtores goianos
estiveram na sede da Enel em
Goiânia pedindo socorro


Cerca de 40 produtores rurais de diversas cadeias produtivas (irrigantes, produtores de leite, granjeiros) se reuniram com o presidente da ENEL Goiás, José Luís Salas, na sede da empresa em Goiânia nesta última quinta-feira (07/11).
A reunião foi convocada pelo representante da FAEG no Conselho de Consumidores de Energia Elétrica de Goiás (CONCEG), produtor rural Félix Curado e pelo Vice-Presidente Institucional da Faeg, Eduardo Veras, após o aumento de reclamações sobre a prestação de serviços da ENEL na zona rural de Goiás. Participaram ainda Vitor Gaiardo (presidente do Sindicato Rural de Jataí), Pedro Hugo Rezende (presidente do Sindicato Rural de Paraúna) além de diversos associados, entre eles o vice prefeito de Acreúna, Claudiomar Portugal.

A Falta de manutenção das redes elétricas (o que já provocou incêndios), interrupções prolongadas de energia (alguns casos chegam a 10 dias), atendimento falho e baixa qualificação das equipes foram as principais queixas dos produtores.

A ENEL repetiu o discurso de que está investindo para melhorar o serviço e alegou que o maior gargalo é mão-de-obra. O presidente Salas disse que a empresa está promovendo cursos de requalificação dos eletricistas que já atuavam na empresa e contratando até profissionais de outros Estados, pois Goiás não tem oferta suficiente. Segundo ele, nas próximas duas semanas cerca de 70 novas equipes devem começar a trabalhar no atendimento. Ainda de acordo com o presidente, a ENEL está reforçando a gestão para reduzir o número de reincidências e o tempo de atendimento – atualmente, uma equipe realiza de 2 a 3 atendimentos por jornada de 7 horas (incluindo deslocamento, preparação e execução do serviço), e a meta é aumentar para 5 a 6 atendimentos/equipe/jornada.

Do lado dos produtores e consumidores de energia elétrica continua a insatisfação e o sentimento de que a empresa não está preparada para os atendimentos emergenciais e por isso a Federação da Agricultura e pecuária de Goiás manterá a o movimento de cobrança por melhorias.

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Denizar de Sá - CEO Denizar A Tribuna
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