Regularização da Fazenda Monjolo em Turvelândia

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Regularização Fundiária da Fazenda Monjolo situada do município de Turvelândia foi tema de Audiência Pública

A Iniciativa foi da deputada Isaura Lemos, presidente da Comissão na Assembléia

A presidente da Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana da Assembleia Legislativa, deputada Isaura Lemos (PCdoB), promoveu na manhã desta quinta-feira 1°, no Auditório Costa Lima da Assembleia Legislativa de Goiás, audiência pública que tratou da regularização fundiária da Fazenda Monjolo situada no município de Turvelândia.
A realização do evento se deu em decorrência de uma ordem judicial de despejo expedida pela Justiça para as 140 famílias que ocupam a área. A fazenda é formada por agricultores sem-terra que estão no local há cerca de 20 anos, trabalhando com agricultura familiar.
Compondo a mesa diretiva dos trabalhos estiveram, além da deputada Isaura Lemos, os deputados Álvaro Guimarães (PR) e Lissauer Vieira (PSB); a prefeita do município de Turvelândia, Reila Aparecida Naves de Farias; o presidente da Câmara Municipal de Turvelândia, vereador Ozório Nunes de Paula; o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetaeg), Alair Luis dos Santos; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Turvelândia, Uilson César Areba da Silva; a advogada dos produtores da comunidade Monjolo, Andreia Gonçalves, e o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Cleuton Cesar Ripol de Freitas.
Segundo Isaura, a audiência é uma oportunidade para que as diversas autoridades presentes possam debater uma solução definitiva para a comunidade que vive na Fazenda Monjolo. “Nós sabemos da luta destas pessoas e a situação desta terra que era abandonada e que, inclusive, iria servir para a construção de um Cassino, com verbas destinadas à agricultura”, disse.
Isaura informou que já foram feitas várias tentativas de retirar a comunidade do local, mas que nunca foi obtido sucesso, pois os que tentaram encontraram ali trabalhadores que são verdadeiros profissionais do setor agrícola. “As pessoas que ali vivem e produzem, conseguem safras de alta produtividade e não é justo expulsar as pessoas, fechar a porteira e deixar as terras ali desocupadas”.
Na oportunidade, o deputado Álvaro Guimarães destacou que a intenção de todas as autoridades presentes é a de empenhar esforços para que realmente seja encontrada uma solução para os agricultores. “Aqui não temos nenhum aproveitador e a luta, que é justa, tenho certeza que irá garantir a segurança e a paz para que possam trabalhar com tranquilidade na terra de vocês”.
O deputado Lissauer Vieira disse que a força da agricultura familiar é uma das mais importantes para colocar alimento nas mesas dos brasileiros. “Sou defensor e acredito que teríamos um país muito melhor se o Governo Federal desse maior apoio aos pequenos agricultores”.
Antes do início do debate, o deputado Cláudio Meirelles (PR) também fez uso da palavra para cumprimentar os agricultores e reforçar o direito de posse, que segundo ele, a comunidade possui em relação às terras da Fazenda Monjolo. “É do direito da minoria que nós estamos aqui falando. O direito de defender os desejos e os sonhos das pessoas de terem sua terra e nela trabalharem”.
A prefeita de Turvelândia revelou que esteve recentemente em conversa com o Governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) e pontuou seu diálogo em prol da comunidade situada na Fazendo Monjolo. “Não podemos deixar o pessoal da Fazenda Monjolo sair daquela terra. A saída dessas famílias de lá é perda de qualidade de vida, são perdas irreparáveis”, frisou.  Segundo Reila, os agricultores representam 15% da população de Turvelândia.
Segundo o professor da UFG, Cleuton Ripol, em toda sua carreira estudando reintegração de posse e casos ligados à assentamentos, nunca viu um caso como o da comunidade Monjolo. “É um dos raros casos de resistência e êxito casado com a enorme violência que já sofreram”, afirmou.
Em seguida famílias, agricultores e demais pessoas ligadas de alguma maneira com o tema fizeram uso da palavra para apresentar suas queixas, levantar questões e enriquecer o debate com o objetivo de fomentar o processo de regularização das terras onde vivem e produzem.
Em suas considerações finais a deputada Isaura Lemos chegou à conclusão de que a luta deve envolver todas as forças, pois é uma situação jurídica, política e humanitária. “Por isso peço aos presentes que também participem da sessão ordinária hoje, às 15 horas, para apresentarmos a situação aos demais parlamentares da Casa e assim, com todos unidos, possamos cuidar dos interesses da comunidade Monjolo”, finalizou Isaura.

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Denizar de Sá - CEO Denizar A Tribuna

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