Energia terá valor reajustado a partir do dia 22 em Goiás

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ANEEL aprova revisão nas tarifas
da ENEL DISTRIBUIÇÃO GOIÁS

 

       Novos valores entram em vigor a partir do dia 22 de outubro.

        Mesmo após reajuste, tarifa da empresa está na média de todas as distribuidoras do País.

 

Goiânia, 16 de outubro de 2018 – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (16) a revisão tarifária da Enel Distribuição Goiás. O reajuste para consumidores de baixa tensão, em sua maioria clientes residenciais, foi de 15,31%, e para os clientes de média e alta tensão, em geral indústrias e grandes comércios, o índice aprovado foi de 26,52%. O reajuste será, em média, de 18,54% e passa a vigorar a partir do dia 22 de outubro. O aumento aprovado pela Aneel se encontra em patamar similar aos últimos reajustes de todas as 54 distribuidoras do Brasil aprovados pelo órgão regulador. Mesmo após o reajuste, a tarifa da Enel Distribuição Goiás se enquadra na média das demais tarifas do País.

As tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais e contêm custos que não são de responsabilidade da Enel como: impostos, encargos setoriais, custos de geração e transmissão de energia. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da tarifa de energia, e repassados integralmente às empresas de geração, transmissão e ao Governo Federal. Do percentual médio aprovado pela agência reguladora, mais de 2/3 são custos que não são de responsabilidade da concessionária. Para se ter uma ideia, de uma conta de R$ 100, apenas R$ 17,20 são destinados à Enel Distribuição Goiás para operação, expansão e manutenção da rede de energia, além de sustentar o forte volume de investimentos que a companhia vem realizando no Estado de Goiás.

A compra de energia foi impactada pelos elevados custos de geração de energia no Brasil – uma vez que os reservatórios das hidrelétricas continuam baixos -, além da elevação do custo de energia da usina de Itaipu, em função do aumento da variação cambial. Já o aumento dos encargos setoriais deve-se a maiores despesas e subsídios embutidos na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – fundo administrado pelo Governo para custear alguns subsídios às tarifas.

Realizada a cada cinco anos, como estabelecido na regulamentação, a revisão tarifária visa estabelecer o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, além de considerar na definição da tarifa os custos de geração da energia, os de transporte até o consumidor (transmissão e distribuição) e os encargos setoriais.

Veja abaixo como fica a composição da conta de energia da Enel Distribuição Goiás após a aprovação da revisão tarifária divulgada hoje (16):

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Denizar de Sá - CEO Denizar A Tribuna

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