Índice de desemprego no varejo cresce 14,2% no primeiro trimestre de 2021

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A crise instalada pela pandemia do novo coronavírus, ocasionou o fechamento de lojas do varejo causando desemprego em massa e abrindo portas para um novo mercado.  Confira como sobreviver em meio a pandemia!

 

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, o crescimento do desemprego consiste na maior taxa já registrada desde 2012. Alguns especialistas afirmam que essa é a maior alta dos últimos 30 anos.

 

Isso se deve a combinação de dois fatores: crise do coronavírus e desaceleração da economia.

 

Por conta disso, o Brasil encontra-se com uma faixa de 14,3 milhões de desempregados. Em relação ao trimestre anterior, são incluídas mais 200 mil pessoas desempregadas.

 

Essa situação tem como estopim a perda de força do mercado, principalmente, devido à menor expansão na indústria, no comércio e na construção em janeiro.

 

A crise econômica do novo coronavírus, tornou as empresas incapazes de reduzir o turnover, pois se trata de uma causa externa, onde a oferta e demanda de profissionais no mercado e as oportunidades de emprego em geral ficam longe do controle de gestores ou colaboradores.

 

Com isso, muitas empresas foram obrigadas a fecharem as portas, enquanto outras mudaram a forma de negociações. Veja o que as companhias têm feito para sobreviver e o quanto o varejo sofreu com a pandemia.

Aumento do desemprego no varejo

Com o fechamento das lojas comerciais por conta dessa crise e a taxa de desemprego em alta, os trabalhos informais aumentaram em 3,6%, representando 339 mil pessoas.

 

“Ainda que o mercado tenha avançado na empregabilidade do trimestre por conta dos trabalhadores informais, estamos longe de recompormos a população ocupada antes da pandemia”, afirma Adriana Beringuy, analista da Pesquisa.

 

Contudo, as notícias para o próximo semestre não são boas para o espectro econômico do país. Especialistas avaliam que o agravamento da pandemia ocorrido em fevereiro e março deste ano tende a dificultar a retomada do mercado de trabalho.

 

Pois, a busca por vagas de trabalho foram recuadas, dado que as pessoas permaneceram em quarentena temendo a segunda onda da doença.

 

“Por mais que esperemos melhorias nesse segundo semestre cogitando o avanço da vacinação e normalização das atividades, a taxa de desemprego  poderá encerrar este ano em 14,6%”, apontou o economista da XP Investimentos, Rodolfo Margato.

 

Em contrapartida, a Genial Investimentos apresentou em relatório que, em média, o país terá uma taxa de desemprego de 15,5% até o final de 2021, com o crescimento de 6,2% da população em ocupação.

 

Diante do ritmo defasado da vacinação, estima-se que o retorno das atividades deverá alcançar o patamar anterior à pandemia somente no segundo semestre de 2022.

 

“A evolução do programa Nacional de Vacinação é imprescindível para a normalização do mercado”, dizem os economistas José Márcio Camargo, Tiago Tristão e Eduardo Ferman, em relatório.

 

Em razão disso, a piora da pandemia trouxe a necessidade de medidas restritivas como: a adaptação do e-commerce para as lojas físicas.

Se adaptando ao novo mercado

O agravamento da pandemia de covid-19 põe a indústria e varejo em alerta. A falta de matéria-prima, a entraves de logística e atrasos nas entregas por parte de fornecedores, são motivos dessas empresas optarem por um novo modelo de mercado: o e-commerce.

 

Segundo um levantamento da ABCOMM, desde o início das ações para conter o coronavírus no país, o número de aberturas de lojas online saltou de 10 mil para 50 mil.

 

“As empresas que não aderiram ao e-commerce, consequentemente, ficaram em desvantagem correndo o risco de serem fechadas. Isso ocorreu por conta da falta de expectativa de encerramento da crise”, afirma Maurício Salvador, presidente da ABCOMM.

Categorias de vendas que ganharam destaque na pandemia

Com essa crise, até mesmo alguns produtos ganharam visibilidade no mercado que antes não tinham muita exploração por parte dos consumidores.

 

Houve casos também em que as empresas tiveram que reinventar os seus negócios para não perder as vendas. Algumas mudaram de segmento e outras diversificaram sua forma de negociações.

 

Em uma pesquisa realizada pela Ebit| Nielsen, os produtos comercializados na pandemia que ficaram em evidência foram:

Produtos de beleza

Apesar das medidas restritivas obrigatórias, ocorreu uma crescente na venda de produtos de beleza. Isso porque, houve promoções significativas nessa categoria e pode se considerar o fato das pessoas manterem a auto-estima durante o isolamento.

 

Segundo dados apurados da Core Biz, houve um aumento de 80% em vendas de cosméticos e 144% em produtos para cuidados com a pele.

Farmácias

As medidas de prevenção contra o covid-19, aqueceram as vendas de farmácias em 146%. Esse aumento se deve ao uso elevado dos produtos de higiene pessoal como álcool gel, álcool de limpeza e termômetros.

Móveis para home office

As mudanças ocorreram não só nos hábitos, consumos e trabalho, como também nos estudos.

 

A necessidade de manter os filhos ativos em quarentena é grande. Além disso, as pessoas que trabalham com home office precisam de uma adaptação nos lugares da casa, para concluir suas atividades.

 

Com isso o mercado de móveis ganhou aumento de 900% na procura de ferramentas como: tablet, microfone, cadeira de escritório, entre outros.

Delivery de alimentos e bebidas

Os estabelecimentos alimentícios, também tiveram que baixar as portas. Em meio a pandemia, digitalizar a venda e fazer entregas pelo delivery foi uma forma de evitar o contato físico.

 

Conforme um estudo realizado pela SBVC, esse destaque se deu pelo aumento de 79% de pessoas optando pelo serviço.

Solução para a crise

Embora o e-commerce não tenha uma solução 100% eficaz para combater o desemprego em massa no Brasil, o varejo encontrou uma forma de não precisar fechar as empresas que, se fechadas, deixaria a economia brasileira em um verdadeiro colapso.

 

A estimativa de economistas é que o Programa Nacional de Vacinação seja fundamental para que a economia volte a aquecer e gere mais empregos.

 

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