Revista Veja: A Agenda Perdida

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Revista Veja:

A Agenda Perdida

Paulo Guedes chegou a Brasília em janeiro de 2019 no comando de uma superestrutura formada pela fusão de quatro ministérios e prometendo implantar uma cartilha liberal, com medidas capazes de injetar R$ 3,6 trilhões na economia em uma década.

A dez meses do fim do mandato, o balanço é desfavorável, para dizer o mínimo. Houve avanços como a reforma da Previdência, novos marcos regulatórios para os setores de gás, transporte marítimo e saneamento básico e a aprovação da autonomia do Banco Central.

Mas as grandes mudanças, as que tinham de fato poder de virar o jogo, não aconteceram (e não se pode culpar a pandemia ou o Congresso por essa inoperância).

As privatizações, por exemplo, não saíram do papel. A reforma administrativa chegou a ser entregue ao presidente da Câmara, Arthur Lira, em 2020, mas foi relegada ao esquecimento pela falta de interesse do Executivo em mexer com os servidores.

Os equívocos para um fracasso de tal magnitude são variados. Mas se houve um fator determinante foi a conduta abilolada do próprio presidente da República.

Fiel à sua convicção corporativista, centralizadora, populista e eleitoreira construída nas décadas em que fez parte do baixo clero da Câmara, Bolsonaro foi minando medidas que ele acreditava conflitantes com suas ideias e ameaçadoras a seu projeto de reeleição. Leia a íntegra da reportagem de capa de #VEJA: https://abr.ai/3L6I6aG

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